fbpx

Comer carne é uma escolha pessoal?

por veganizadores

Dessa vez falamos sobre uma desculpa comum usada por muitas pessoas adeptas do carnismo, afinal comer carne é uma escolha pessoal?

Esse vídeo/artigo tem como o intuito mostrar uma outra perspectiva sobre o consumo de carne e não entramos no mérito de “Ah, mas não tem lei proibindo, então é permitido”. Fazemos uma reflexão que vai além de leis criadas por políticos, mostrando uma outra visão baseada na moral e ética.

A CULTURA DA CARNE

Indiscutivelmente comer carne, em nossa sociedade, é algo cultural. Frases como “sempre comemos carne” ou “precisamos de carne para sobreviver” são argumentos muito comuns utilizados por quem defende o estilo de vida onívoro.

Grande parte da população atrela o consumo da carne ao topo da cadeia alimentar do ser humano, dando uma importância tão significativa, que se torna fundamental em todas as refeições, tendo papel soberano na dieta.

Comer carne sempre se relacionou à superioridade, à ideia de controle sobre outras espécies e até mesmo a masculinidade.

MAS E AS VÍTIMAS?

Entretanto, fato inegável é que a cultura muda, certo? Caso não mudasse, diversas atrocidades ainda seriam aceitas, como a escravidão, a discriminação das mulheres e a perseguição a determinados grupos religiosos ou sociais.

Sempre que comparamos o consumo da carne com a escravidão, a resposta é: “mas é diferente, os escravos eram vítimas, foram explorados e não recebiam nada em troca”.

E é justamente esse ponto que vamos tratar. Consumir carne não é uma escolha sem vítimas. A ciência é muito clara quando se trata da senciência dos animais: eles tem interesse em não sofrer, em não morrer e acima de tudo, em viver com liberdade de movimento, pois podem sentir sensações e sentimentos de forma consciente, assim como nós.

Um exemplo muito claro disso, é o comportamento de bovinos na linha de abate. Ao ver seus semelhantes sendo mortos, os que se encontram na etapa anterior do processo recuam, tentando fugir do local, além de apresentarem sinais como midríase (dilatação das pupilas) e taquicardia, devido a uma descarga de adrenalina, obviamente por medo.

O LIMITE DA ESCOLHA PESSOAL

O grande problema é que culturalmente, entendemos o termo “escolha pessoal” como liberdade pessoal, desde que não afete o bem-estar do outro. Mas outro quem? Se animais sentem e sofrem como nós, por que seu bem-estar e sua liberdade de vida também não se enquadra neste padrão?

É muito claro o limite quando colocamos outro ser humano como vítima. Todos podemos comprar uma faca, mas não podemos esfaquear, cortar, matar e nos alimentarmos de uma pessoa. Nesse caso, o limite é soberanamente entendido e respeitado.

No caso dos animais, não podemos simplesmente acatar o abate como algo natural, uma vez que é tão violento quanto a situação anterior e inflige os mesmos sentimentos que a pessoa teria.

PRECISAMOS MATAR PARA VIVER?

Acima de tudo que já foi citado, temos talvez o ponto mais importante: já está comprovado que o ser humano não precisa de carne para sobreviver. Inclusive há muitos estudos demonstrando que somos muito mais adaptáveis à dieta vegetariana que a dieta “tradicional” onívora.

Justamente por não ser necessário, não podemos considerar moral ou ético o massacre animal que acontece diariamente para que pessoas possam ter seus pedaços de carne no prato. E mais: a partir do momento em que há uma vítima sofrendo, sendo torturada e abatida sem necessidade, não podemos considerar uma escolha pessoal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. FERRIGNO, Vergotti. Veganismo e libertação Animal: um estudo etnográfico. 2012. 294p. Campinas – SP. Dissertação de Mestrado apresentada ao Departamento de Antropologia Social do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas. – CONFERIR

2. RIBEIRO, da Silva Gomes e Coração. O consumo da carne no Brasil: entre valores socioculturais e nutricionais. DEMETRA:Alimentação, Nutrição & Saúde. Rio de Janeiro – RJ; 8 (3); p. 425-438; setembro-2013. – CONFERIR

3. Mercy For Animals

1 comentários

Edeli Aparecida Barbosa 24 de fevereiro de 2020 - 23:49

Totalmente verdadeira essas palavras, sim podemos é devemos acabar com essa economia, com esse fato de usarmos os animais como meio de lucro, ganhar dinheiro gratuitamente, sem se importar com roubo da vida dos animais q são mortos todos os dias e ninguém se importa com isso, somos bando de seres ridículos, maus, cruéis, merecemos todas as doenças ruins q existir pra acabar com nossas criaturas.

Responder

Deixe seu comentário :)

Confira Também

%d blogueiros gostam disto: